Minha primeira tatuagem…

Vou confessar que nuca fui muito de tatuagens e piercings… Apesar de achar lindo demais aquelas tatuagens delicadinhas, ou aquele furinho no nariz, nunca tive coragem e achava que passaria a vida sem nunca pisar num estúdio de tatuagem.

Mas as pessoas mudam, coisas inesperadas acontecem e a vida acaba pregando peças na gente. E o que aconteceu comigo não foi nada fácil… Há cerca de uma semana atrás, perdi minha cachorrinha. Sei que muita gente não vai entender, mas também sei que muitas vão, por isso resolvi compartilhar aqui com vocês esse sentimento devastador que é perder um filho de quatro patas. Minha princesinha se chamava Ágatha e já estava comigo há oito anos. Era minha amiga, companheira, dona daquele abraço e daquela lambida que faziam desaparecer qualquer cansaço ou tristeza sempre que eu chegava em casa! Era parte de mim, mas Deus decidiu levá-la de forma trágica. Não me culpo mais como nos primeiros dias… chorei, sofri e resolvi tentar aceitar, mas ficava aquele sentimento de não ser mais completa novamente, de sempre faltar algo, uma parte, um pedaço que havia sido removido de mim junto com a partida dela. E no meio desse sentimento louco, dessa tristeza sem fim, um sentimento me reconfortou como nenhum outro – de homenagear ela com um gesto que pra mim, parecia algo impossível. Foi aí que resolvi fazer a tatuagem.

Pesquisei muito e me decidi por uma frase que descrevia exatamente o que eu sentia: “a piece of me went with you” – um pedaço de mim se foi com você… Me senti reconfortada com esse pensamento e soube que era a coisa certa a fazer naquele momento. Escolhido o desenho, faltava escolher o local. Decidi fazer no pulso, por ser um local visível, mas nem tanto, que pode ser escondido caso necessário e onde dizem que a dor é menor.

Pesquisei alguns estúdios e resolvi fazer no Elio Tattoo (@eliotattoo_) que fica no shopping Rio Mar aqui em Fortaleza. Fui recebida por um tatuador mega atencioso que me ajudou a decidir com mais certeza o desenho que eu queria com base nas inspirações que levei. Fizemos alguns esboços e o escolhido foi esse:

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Depois de escolhido o desenho, ele é posicionado no braço e transferido, como se fosse aquelas tatuagens temporárias, pra acertar direitinho o local do desenho. Uma vez escolhido, começa o processo. Eu classificaria a dor como de média a grande. Algo como um misto de picadas + queimadura. É suportável, mas incomoda bastante.

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Depois de mais ou menos uns 20min, o processo estava terminado. Durante todo o tempo, pensei na minha bonequinha, nas coisas boas que passamos, nas mudanças que ela causou na minha vida e em como ela havia me tornado uma pessoa melhor. Agradeci por todos esses momentos e desejei que ela estivesse num lugar melhor, feliz, olhando por nós aqui. Chorei caladinha, não pela dor física, mas pela dor do coração…

E o resultado final ficou assim:

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No final de tudo, olhei pra esse desenho e senti paz. Aceitei. Que meu anjinho vá em paz e que leve junto dela esse pedacinho de quem tanto a amou e que eu fique por aqui, guardando no meu coração e no meu corpo todo o amor que tivemos e que sempre teremos.

Vá em paz, Ágathazinha… mamãe sempre te guardará com ela!

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